 |
|
|
Tem, mas acabou
Então é isso. Acho que chegou a hora de dar um fim, virar a página, deixar o passado lá longe e começar outras coisas.
Quando comecei este blog, estava em outra fase da vida: fim de relacionamento, outro relacionamento começando (conturbado), fim de mais um relacionamento, e pronto. Daí veio um novo começo, conheci outro amor (o meu, o de agora, o de sempre, toc toc toc), comecei outros projetos, e agora, novamente, uma virada.
Não passarei mais meus longos dias atrás deste querido computador, porque estou de casa nova, outro trabalho, novas realidades. E é tão bom, mas tãooo bom, começar de novo!
A gente esquece as mazelas, sacode a poeira, levanta e vai à luta. É bom não estar sozinha, é bom saber que todas as pessoas que passaram por aqui (e deixaram recados preciosos) não vão esquecer deste humilde espaço.
É bom saber que mesmo as opiniões adversas foram muito importantes para construir exatamente o que tenho - e sou - hoje: melhor, mais feliz, mais tranquila, e com muito mais amigos.
A todos os que prestigiaram este Chá, um grande abraço. A todos os que me odiaram, tudo de bom, e um outro abraço. Porque se a gente fica se sentindo mal o resto da vida por conta do que falam ou deixam de falar, sinto muito... a gente não vive!
E tudo o que eu quero agora é viver! E bem.
Por isso, tem, mas acabou. Todo chá dançante tem um fim, e este é o meu. Muitos beijos pra vc. E até lá!
Escrito por Luciana M. às 13h42
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Poesia
Perguntas que não calam nunca
Quem mais vive desse jeito? O que as pessoas fazem? Quando chega em casa, (escuro), o que você faz? Televisão, livro, janela Beijos de amor, telefonema, amigos Mãe, pai, irmão, cunhada, email, computador Quem mais vive desse jeito? O que você faz quando chega em casa? Escuro? Cheio de luz? Você sofre? Você sente dó? E piedade? Você deseja morrer, às vezes? Você sente um embrulho no estômago? E gastura, você tem? Você sente? E amor? Amor todo mundo tem, não é? Amor, ódio Você sente inveja? Quem mais vive desse jeito? O que você faz quando cansa? O que você faz quando casa? O que você faz quando ama? O que você faz quando sofre? Você mata quem te odeia? Você ama quem te odeia? Você vai a psicólogos? Você lê as cartas? Você ouve a cartomante? Você está bem de saúde? Já se curou da perda daquele amor? Você sente alguma coisa? Quem mais vive desse jeito? O que você faz quando chega em casa E tudo é silêncio, escuro E vazio? O quê?
Escrito por Luciana M. às 20h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Agora até me emocionei!
E veja só que coisa boa. Este Chá Dançante figura gloriosamente como o destaque desta semana do Jornal do Blogueiro:

Confesso que foi uma honra, já que escrevo este blog pelo puro prazer de... escrever! Às vezes saem textos inspirados e inspiradores. Outras vezes, saem uns "versinhos de pé quebrado".
Já recebi crítica, já fiquei triste com comentários bobos, já me apaixonei por frases deliciosas que deixaram para mim... Mas nada pode ser tão gratificante quanto o reconhecimento de quem nem me conhece e, ainda assim, aprecia meu modo de ver a vida.
Por isso, fico imensamente feliz de saber que tem gente que lê, frequenta e - pasme! - gosta do que escrevo.
Muito obrigada a todos pelo prestígio! E aquele abraço! :)
Escrito por Luciana M. às 20h48
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Ela disse tudo
"... Não creio em Deus como uma espécie de pai do céu. Não acredito que os simples herdarão a terra. Os simples são ignorados e espezinhados. Eles se decompõem no solo ensanguentado da guerra, dos negócios e da arte; apodrecem sob a terra morna após as chuvas da primavera. Os ousados, cruéis, cheios de vida, revolucionários, poderosos de corpo e alma, estes marcham sobre a carne mole pacata que jaz sob o tacão de suas botas."
(Sylvia Plath - Diários)
E não é isso mesmo? Quem defende os que não têm voz pra gritar?
Escrito por Luciana M. às 15h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Cansei
Cansei de várias coisas. De ser acordada pelos vizinhos barulhentos em reforma. De trabalhar que nem louca, sem férias, na tentativa de ter uma remuneração razoável. Cansei de ver notícias horríveis no jornal, cansei do desrespeito dessa gente, que agora está beirando o insuportável.
Fiquei com dor de estômago e uma bola de angústia no peito de saber o que aconteceu com todos aqueles moradores de rua. E me pergunto: se alguém sai na rua com o propósito deliberado de matar alguém, onde é que isso tudo vai parar?
Cansei de perder a fome por trabalhar demais, e de trabalhar demais na ilusão de conseguir coisas melhores. Cansei de torcer por um mundo mais justo, porque isso tudo está passando de todos os limites, se é que a gente ainda tem algum.
Cansei desta cidade, deste bairro onde morei toda a vida, cansei de me perguntar milhões de vezes se estava agindo certo, quando ninguém, jamais, em momento algum, se questionou: será que essa minha atitude vai prejudicar alguém?
Cansei de ouvir mentirinhas e mentironas, cansei de conversar sobre banalidades, cansei de acordar com susto, de ter pesadelos, olheiras enormes, falta de ânimo.
Cansei do batucar frenético nos meus ouvidos às nove da manhã.
Cansei de trabalhar em casa e tentar alcançar uma qualidade de vida ilógica.
Cansei de responder a maus tratos ideológicos, cansei de chorar.
Onde, agora? Onde alcançar um pouco de paz? Onde encontrar respeito e dignidade embaixo da janela? Onde as flores? Onde?
Eu sei que há dificuldades, sei que as fases passam, mas eu tenho medo, muito medo, de que tudo só piore e vire caos de uma hora pra outra.
Pelo menos resta o amor. A saúde. Pelo menos ainda temos uma casa para morar. Pelo menos um emprego. Pelo menos isso.
Mas isso tudo não basta, a gente sabe. A gente sabe que é preciso gostar do que faz, a gente sabe que é preciso ter paz interior para conseguir alguma força, a gente sabe que é preciso coragem. Coragem, eu tenho. Mas mesmo os corajosos se cansam e, ah, eu cansei.
É um luto, na verdade. Por todas as injustiças do mundo.
Escrito por Luciana M. às 11h49
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O final de Sex and the City e a sociedade de consumo

(Entende o que eu quero dizer com fashion victim? O que é esse modelito da Carrie?!?)
Eu gosto de Sex and the City, embora discorde de muitas opiniões e aventuras vividas pelas quatro personagens da série: Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte.
Apesar de não ter acompanhado a série desde o início (na verdade, comecei somente ano passado, por insistência das amigas, que achavam minha vida parecida com a da Carrie), já sinto uma ponta de saudade quando penso que o último capítulo será exibido semana que vem.
Explico: não gosto de tv, mas o programa das quatro garotas era uma delícia de ver nas noites de segunda, depois que o ritmo começava de novo e, sobretudo, quando estava com o coração partido. Era uma dádiva sentar no meu sofazinho vermelho, esticar as pernas e assistir as desventuras de "gente como a gente".
Mas aí está a questão. Embora a identificação com as personagens seja bastante evidente para muitas mulheres como nós, preocupadas com a carreira, com a vida, com o amor, morando sozinhas, tentando encontrar a felicidade, algumas características exibidas no programa não me agradavam.
Lógico que todo mundo gosta de se vestir bem, se sentir bonita, agradável, elegante, inteligente, etc. Lógico que dá para ser solteira e feliz, bem resolvida, sem recalques de qualquer tipo. Mas acho que as moças exageravam na apologia da liberdade encontrada quando se está só.
E depois, ficar sozinha numa cidade como Nova York, Paris ou Londres é uma coisa. Ficar sozinha numa megalópole enlouquecida como São Paulo, onde mal dá para caminhar tranquilamente pelas ruas, onde o próximo parque fica longe pra diabo, onde se trabalha vinte horas por dia sem folga nos finais de semana, é um tanto mais complicado. Dá para caminhar sossegada quando, na sua frente, rente aos seus pés, tem uma família inteira passando fome? Não dá. Não para mim.
Fora isso, adoro moda, mas não me considero uma "fashion victim". Gosto de estilo, odeio modismo. E odeio blusas de um ombro só e saias bufantes. E adoro sapatos, mas não gasto todo meu parco orçamento em vinte mil pares de Manolo Blahnik. Aliás, tenho uma certa aversão a scarpins, porque é difícil encontrar um todo preto, sem detalhes, florzinhas, rosas-choque, azuis berrantes...
Somos filhas da geração "Sex and the City", onde ficar bem se resume a comprar um novo par de sapatos? Somos vítimas da nossa própria incoerência? É fácil ser mulher hoje em dia? Ah, não, não é, nunca foi, você pode argumentar.
E é claro que assistir às quatro amigas caminhando, felizes, pelas ruas arborizadas de NY pode ser bastante divertido. Pode dar um alento, um incentivo à vida. Mas não posso acreditar que amor, sexo, sentimento, profissão, lazer, diversão, livros, roupas, cultura, enfim, resumem-se a consumir e consumir e consumir freneticamente.
Adoro Sex and the City, mas odeio pensar que minha vida também pode se resumir a isso: comprar coisas para aliviar o profundo vazio existencial que a gente carrega, uns mais, outros menos, na nossa vida de todo dia.
Em tempo: eu acho que a Carrie deve mesmo ficar com o Big. Porque o russo é ótimo, mas de que adianta levar uma vida de luxo (ainda que seja na belíssima Paris) se seu coração bate, mesmo, é por outra pessoa?
Em tempo 2: não concordou com nada do que escrevi? sem problema! Dá uma clicada aqui e veja o que o pessoal do no mínimo tem a dizer sobre o assunto.
Escrito por Luciana M. às 16h29
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Escolhas e oportunidades e o espírito olímpico
"Lord, don´t leave me all by myself in this world"
Muita música nova para começar a semana! Irmão veio aqui e trouxe coisas toscas e divertidas como Chic, aquela banda véia dos anos 70, que me faz rir a valer!
E também trouxe um disco ótemo do Moby, com aquela música que amo e que começa este texto, "In this World".
E novos trabalhos surgindo, oh God, muito bom isso.
Que mais? Só que passei a noite no metrô, fazendo o projeto da pós. Como é bom entrar em contato com universos diferentes do nosso! As pessoas têm vida, outro ritmo, outros horários, outras idéias, é muito gratificante fazer um trabalho de grande reportagem livre, leve e solto como este.
E o povo do metrô de São Paulo é absolutamente simpático, muito mais do que eu poderia supor! Deus salve as diferenças!
Ah, uma ótima semana pra você. E, Lis, estou morta de saudades do Filial e da FunHouse! Lembra daquela época em que íamos toda semana no Filial pra beber e os garçons já até conheciam a gente pelo nome? hahahahaha! Foi ontem, e parece que faz dez anos!
Ah, a vida, a vida...
Escrito por Luciana M. às 20h17
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O diabo da informação
Ah, sim, a gente vive num mundo cada dia menor. É o que dizem. Hoje podemos fazer compras pela internet, falar com amigos pela internet, namorar pela internet (argh), tudo pela internet.
Parto sempre do princípio de que informação é poder. Mas informação demais cansa. Cansa saber detalhes da vida dos outros, cansa ver fofoca aqui e ali, cansa toda a profusão de maletices nas homepages do mundo.
Cansa ver os amigos somente no quadradinho de uma foto colorida, deixar recados que ninguém vai ler. Ou se ler, o que importa? É tudo rápido, mas vazio também.
Não sou contra a internet, pelo contrário: gosto dela, e dela sai o meu sustento, e já faz tempo. Adoro o virtual/real de cada dia. Mas sinto falta de um pouco de ar puro, das viagens de fim de semana, de passear no parque, de conversar algo que realmente acrescente.
Talvez seja só uma certa nostalgia, mas o mundo era fácil, muito fácil, quando as tristezas estavam todas ali, escondidas, longe dos olhos e, obviamente, longe deste louco coração.
Escrito por Luciana M. às 16h58
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Boa tarde!
E tem dias que a gente acorda e parece que vai morrer. É cólica, dor de cabeça, dor de garganta, espirros. Vontade de ficar na cama o dia todo. Vontade de tomar um balde de sopa, um litro de chá e esperar tudo melhorar.
Mas aí a tarde, aí o sol, aí o casaco de lã, aí as palavras doces vão te animando, animando, e você esquece da gripe, a garganta melhora e até a cólica passa, com uma boa bolsa de água quente.
Aí chegam emails com as reservas dos hotéis e a gente começa a sonhar diferente, vontade de pular, pegar o primeiro vôo, chegar em Pasárgada e dar um olá para o rei.
Boa tarde, esta.
Escrito por Luciana M. às 16h37
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Olympia

Nunca liguei muito para esportes e me considero uma total inepta para a maioria deles... Mas é inegável que as Olimpíadas sempre causam um certo fascínio em todo mundo. Não pelo esporte, em si, mas pela festa, união dos povos, etc.
Este ano temos mais um motivo para assistir aos jogos! Laura Prado, nossa querida, está trabalhando como voluntária! É muito chique essa menina! E tem até blog oficial, veja só: http://bloglaura.blog.uol.com.br/
Luxo! Força, Laurita! E mande notícias!
Escrito por Luciana M. às 14h37
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Tudo agora já
"Right now it feels like forever can wait Right now it looks like tomorrow is too late to me.
(...)
I had heard that love is a verb
(...)
Right now it looks like forever is too late to me."
(Ali´s Waltz - Beth Orton)
Escrito por Luciana M. às 15h54
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Absit omen!

E lendo o pequenino encarte que veio junto da garrafa de Absinto que o Caio deu para o Zé, por ocasião de seu 24º aniversário, eis que me deparo com uma frase ótema!
"Absit omen"
Basicamente, quer dizer: "Longe esteja o mau agouro".
Gostei dessa! Quem disse que cachaça não é cultura?
Escrito por Luciana M. às 14h43
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Fante, para começar a semana
"Acredite nisso. Não se preocupe com a predestinação e, se Deus é só bondade, por que tanto mal, e se ele sabe tudo, por que criou as pessoas e mandou-as para o inferno? Haverá muito tempo para isso. (...) Então acomode-se e faça perguntas, pergunte qual é a aparência de Deus, por que nascem bebês aleijados e quem fez a fome e a morte."
(John Fante - 1933 foi um ano ruim)
Escrito por Luciana M. às 14h05
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Mínimas
Depois de um fim de semana loooongo, de muita festa, uma pausa para "recomeçar" o ano. Segundo semestre é sempre mais bacana, eu acho.
***
Um tantão assim de coisas para resolver, mas ótimo. A vida carece de movimento.
***
O orkut é a maior vitrine que já vi! E é uma espécie de "Big Brother" onde todo mundo fica fuçando na vida de todo mundo! O mais estranho é que não consigo achar ninguém das antigas, parece que as pessoas simplesmente vivem, ao invés de ficar nessa piração online... Mas eu tô dentro, vivo num mundo virtual-real, e ponto. Como diz o Silvio Mieli, "o virtual é real".
***
Que mais?
Escrito por Luciana M. às 13h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
"Love, love, love..."
Até fevereiro de 2003, o mês de julho não tinha um significado muito grande para mim. Além, claro, de ser - teoricamente - um mês de férias.
A partir daí, no entanto, tudo mudou. Julho, agora, tem gosto de férias, de amor, de paixão, de coisa boa. Tem cheiro de inverno, solzinho amarelo, neblina de manhã, noites frias muito prazerosas debaixo de cobertores e ao lado de alguém muito importante para mim.
E hoje é um dia mais do que especial. É aniversário do Zé, que aquece minhas noites frias e meus dias mornos, que movimenta minha vida, deixa tudo de cabeça para baixo, me comove com sua risada aberta, seus olhos verdes-cinzas que sempre brilham e me deixam meio boba de tanta alegria.
O que dizer? Que te amo, Zé! Ontem, hoje, sempre. E sempre. E sempre.
Te desejo toda felicidade do mundo porque você, eu sei, merece muito ser feliz. E merece ser amado como se deve!
Feliz aniversário, meu amor! 
Escrito por Luciana M. às 13h49
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |