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Para um bom fim de semana

Atenção ao sábado, de Clarice Lispector:
"Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
Domingo de manhã também é a rosa da semana.
Não é propriamente rosa que eu quero dizer".
(in "Para não Esquecer")
Escrito por Luciana M. às 17h15
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It´s now or never!
Façamos como Lilo & Stich: vamos dançar Elvis Presley. Muito! Porque o céu está desabando sobre São Paulo e qualquer programa fora de casa, hoje, fica um tanto quanto inviável.
"Love meeee, tender... love me sweeeeet....."
Escrito por Luciana M. às 22h04
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Para começar bem o dia!
Serenata:
Permita que eu feche os meus olhos, pois é muito longe e tão tarde! Pensei que era apenas demora, e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça: que me conforme em ser sozinha. Há uma doce luz no silencio, e a dor é de origem divina.
Permite que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo, e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo.
(Cecília Meireles)
Quem disse que eu não sei ser doce?
Escrito por Luciana M. às 04h51
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Acho que, de nome, é saudade
Saudade. Pode ser boa ou ruim. Agora mesmo lembrei dos tempos em que acordava cedo, todo dia, para trabalhar. Acordava, pegava o carro, morria de medo de ultrapassar os caminhões na Anchieta, mas suspirava de alegria quando chegava (inteira) em Santo André. E podia, então, tomar meu café da manhã feliz, tranquila, observando a manhã. É claro que, hoje, tudo fica pincelado de poesia, e até dá saudade, embora na época eu nem fosse tão feliz assim.
Saudade pode ser boa ou ruim. Pode dilacerar o peito em mil pedacinhos, ou então fazer com que a tarde fique mais doce, dependendo das lembranças. Saudade pode ser triste, quando a cabeça e o coração se unem para atormentar o seu dia. Mas saudade tem que existir. É lindo que exista. Porque nos lembra, a cada instante, que temos alguém com quem se importar. E isso é realmente bom. Saudade.
Escrito por Luciana M. às 02h51
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Criança
O olho claro é a coisa mais bonita em você. Quem dera enchê-lo de patos e cores, Zôo do novo, Nomes em que você pensa Campânula-de-abril, Cachimbo-de-índio, Pequenino Caule sem espinhos, Lago em cujas margens, imagens Pudessem ser clássicas e imensas Não esse tenso Torcer de mãos, esse teto Escuro e sem estrela.
(Sylvia Plath)
Adoro Sylvia Plath. Agradeço ao querido Lello pelo maravilhoso livro "A redoma de vidro", que li ano passado de uma só feita.
Para quem não conhece a escritora, recomendo uma passada por esse especial sobre ela que o Terra fez, há algum tempo.
Escrito por Luciana M. às 02h34
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Mandem-me para:
Cidade do México Ilhas Virgens Rouen Kutna Hora Luang Prabang Túnis
Ou qualquer outro destino interessante. Please!
When I think of your kisses my mind see-saws...
Escrito por Luciana M. às 19h34
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Forever blasé

Agora, de hoje para sempre, blasé. Eu e Clarineta, minha pequena daschund, com uma postura blasé diante da vida. Nada de explosões emocionais, nada de absurdos ataques de lágrimas de madrugada, nada de insônias lancinantes. Blasé, quero ser assim para sempre.
E em tempo: preciso viajar. Alguém aí me empresta uma passagem só de ida para a Polinésia?
Escrito por Luciana M. às 18h33
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Clarice traduzindo meu mundo
"Mesmo para os descrentes há a pergunta duvidosa: e depois da morte? Mesmo para os descrentes há o instante de desespero: que Deus me ajude. Neste mesmo instante estou pedindo que Deus me ajude. Estou precisando. Precisando mais do que a força humana. E estou precisando da minha própria força. Sou forte mas também sou destrutiva. Autodestrutiva. E quem é autodestrutivo também destrói os outros. Estou ferindo muita gente. E Deus tem que vir a mim, já que eu não tenho ido a Ele. Venha, Deus, venha. Mesmo que eu não mereça, venha. Ou talvez os que menos merecem precisem mais. Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: nunca feri de propósito. E também me dói quando percebo que feri. Mas tantos defeitos tenho. Sou inquieta, ciumenta, áspera, desesperançosa. Embora amor dentro de mim eu tenha. Só que não sei usar amor: às vezes parecem farpas. Se tanto amor dentro de mim recebi e continuo inquieta e infeliz, é porque preciso que Deus venha. Venha antes que seja tarde demais."
(Clarice Lispector)
Escrito por Luciana M. às 15h29
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Onírico mundo

Conheci Sandman, o gibi, a série de histórias obscuras e, de certo modo, macabras. Mas o que mais me encantou não foi isso. Foi o mundo dos sonhos que as histórias evocam. E nada me parece mais encantador, atualmente, do que os sonhos.
"Sempre fui solitário, mas aqui, nas praias noturnas do sonho, a solidão flui sobre mim em ondas que envolvem e arrastam meu espírito. Jogo areia nas águas escuras. Os grãos queimam enquanto caem e me trazem de volta um passado distante... quando meu rosto era altivo e os olhos cheios de orgulho. É hora de enfrentar o abismo. É hora de reclamar o que me pertence." (de Sandman, Prelúdios e Noturnos)
Escrito por Luciana M. às 22h29
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Da importância de receber emails
Emails são sempre bacanas. Raros me decepcionam ou deixam triste. Parece que ninguém gosta de escrever email para decepcionar o outro, e isso é ótimo. E eu adoro receber email, fico sempre feliz. Talvez a única desvantagem é que, depois da invenção da internet, o correio já quase não é utilizado. Pelo menos no meu círculo de amigos. Fiquei pensando nisso e acabei lembrando do filme "O Carteiro e o Poeta"? É lindo, é ótimo, é sensível, e tem a poesia do Neruda. E, como uma coisa leva a outra, por falar em poesia, lembrei de uma fantástica sobre cartas e emails e correios e afins. É da Elisa Lucinda, conhecida por unir poesia e interpretação. É básica, visceral, erótica, até. Veja lá:
Cor - respondência
Remeta-me os dedos em vez de cartas de amor que nunca escreves que nunca recebo. Passeiam em mim estas tardes que parecem repetir o amor bem feito que voce tinha mania de fazer comigo. Não sei amigo se era o seu jeito ou de propósito mas era bom, sempre bom e assanhava as tardes. Refaça o verso que mantinha sempre tesa a minha rima firme confirme o ardor dessas jorradas de versos que nos bolinaram os dois a dois. Pense em mim e me visite no correio de pombos onde a gente se confunde Repito: Se meta na minha vida outra vez meta Remeta.
(Elisa Lucinda)
Escrito por Luciana M. às 05h01
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Gosto da manhã que nasce
É fato. Eu gosto da noite. E eu gosto da madrugada. Eu gosto de cada pedacinho de cor que o céu vai ganhando, tanto quanto gosto da noite, quando chega. Mas eu gosto, gosto mesmo, especialmente, daquela hora entre quatro e meia e seis da manhã, em que as cores do céu ficam azuladas, esverdeadas, amarelas. Cientificamente, chama-se aurora. Eu prefiro a poesia. Para mim, aurora é a manhã que nasce. E é a hora do meu dia.
Escrito por Luciana M. às 07h45
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Cool jazz
No fim das contas, veja, acho que só o amor importa. Acho que não tenho uma ÚNICA música em casa que não fale disso. Hoje decidi voltar às (minhas) raízes e ouvir Janis Joplin. Dá uma olhada nas músicas, do único CD que coloquei: "Try" (falando de amor), "Maybe" (para o cara voltar), "One Good Man" (mantendo a esperança de encontrar alguém), "To Love Somebody" (auto-explicativo), "Piece of My Heart" (idem), etc. Ok, eu tentei. Desisti da Janis e decidi ouvir cool jazz, porque eu sou muito bacana. E encontrei Miles Davis e Coltrane fazendo chorar com "In a Sentimental Mood", "My funny valentine" e "Why do I love you".
Desisti de vez e voltei a pensar em tudo aquilo que queria esquecer. Acho que o amor é a única coisa que vale a pena, mesmo.
Escrito por Luciana M. às 14h45
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Qual caminho seguir?
"Viva seus sonhos", alguém importante me disse, um dia. Estou me esforçando pra isso. Juro que sim.
Escrito por Luciana M. às 20h52
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Considerações sobre a tarde que passa
Não sei se é tpm, ou se é só tristeza, mesmo. O fato é que está uma tarde linda janela afora, e tudo o que eu gostaria é de estar longe daqui. Queria passar a tarde na praia, dourando a pele. Mas não, fico aqui, criando raízes perto do computador, ai!
Acho que preciso de férias.
Escrito por Luciana M. às 20h05
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Overdose de Rimbaud
"Ela foi encontrada! Quem? A eternidade. É o mar misturado Ao sol."
Escrito por Luciana M. às 18h15
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Fim de tarde
"Enfeite-se, dance, ria. Jamais conseguiremos atirar o amor pela janela"
(Jean Arthur Rimbaud)
Escrito por Luciana M. às 19h59
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John Fante
Alguém sabe onde eu encontro o livro "Pergunte ao Pó" (Ask the Dust), do John Fante? Fiz um monte de buscas, mas está esgotado! :( Se alguém tiver, me empresta?
Escrito por Luciana M. às 19h04
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Paris, Je t´aime!

Saudades de Paris... Quando poderei voltar?
Escrito por Luciana M. às 01h28
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Cantada do dia
Quando a gente imagina que já ouviu de tudo, eis que surge a capacidade humana de superação! E tudo porque eu estava de vestido, andando calmamente sob o sol de verão. Ok, cantadas nem sempre são ruins, algumas são interessantes, outras realmente nos fazem perder a cabeça... Mas dois seres vestindo boné, gingando no meio da rua e cantando em tom de pagode "investe assim que agora eu vou se apaixonar" é pedir pra morrer!
Eu podia sobreviver tranquilamente sem essa.
Escrito por Luciana M. às 19h07
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Felicidade
"The day will come soon when I look in your eyes to see you smiling"
(Belle and Sebastian)
Escrito por Luciana M. às 00h24
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Homem com mochila
Homem com mochila no mercado, Irmão, Como você, sou homem burro, homem camelo, Homem anjo. Sou como você. Nossos braços são livres como asas. Comparados conosco, todos os que carregam cestas São escravos de escravos, sujeitos e humilhados. Nós trocamos moedas por verduras frescas, E para o esquecimento de nossas vidas compramos Frutas e suas memórias, memória de campo e jardim, Memória de cheiro da terra e do zumbir de abelhas em dia de calor. Nós vimos uma mulher num vestido leve de verão Antes de um amor longo e intenso, Que determinará a sua vida. Ela não sabe ainda. Nós sabemos. Em nossas costas Carregamos o fruto da árvore da conhecimento. Homem com mochila, você vive onde? Eu sou como você, vivemos nas distâncias Entre o prêmio e a punição. E como nós vivemos? E quando à noite nós dormimos, Em que sonhamos? Os que você ama, Ainda vivem nos mesmos lugares?
Nossas mochilas, como pára-quedas fechados Em nossas costas, abrem de noite pra podermos saltar, e pairar sobre a fragrância de lembrar e de esquecer.
(Yehuda Amichai)
Escrito por Luciana M. às 14h26
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Bad day
Dor de garganta. Horrível.
Escrito por Luciana M. às 11h27
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Sentimental

"Blue, songs are like tatoos (...) Here is a shell for you Inside you'll hear a sigh A foggy lullaby There is your song from me"
(Joni Mitchell)
Escrito por Luciana M. às 23h44
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Destino
Sentinelas da noite: seus olhos me vigiam e seguem atormentados como duas luas azuis
Perseguem minhas coxas coisas e caixas de guardados
(pitadas de rapé que exalo poros afora)
Seus olhos escuros castanhos enxergam a praia e o céus lhes dá cor e brilho
E ainda hoje, tão distante, perto é este nosso destino: as poeiras de areia daqui o vento traz de onde você está.
Escrito por Luciana M. às 20h27
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Vamos nessa!

Hoje já é sexta pra mim. Tem Manifesto, depois tem Filial e amanhã posso dormir até a hora que quiser! E vai ser lindo! Wish you were here...
Vamos?
Escrito por Luciana M. às 18h42
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Dancers in the dark

"Pois a hora escura, talvez a mais escura, em pleno dia, precedeu essa coisa que não quero sequer tentar definir. Em pleno dia era noite, e essa coisa que não quero ainda tentar definir é uma luz tranqüila dentro de mim, e a ela chamariam de alegria, alegria mansa". (Clarice Lispector)
Escrito por Luciana M. às 20h01
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Vida etílica

Finalmente André Marmota revelou as fotos do encontrão de sexta passada. Máximo!
Escrito por Luciana M. às 19h50
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Bitter and sweet
Will you take me as I am?
Escrito por Luciana M. às 15h54
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Cidade bruta
Chove. Interminavelmente.
Escrito por Luciana M. às 15h21
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Coisas que me emocionam mais do que a vida
Cachorro morto na estrada Esquina vazia Velhinhos sem dente Olhares tristes Calçada riscada de giz Poltronas rasgadas Praia à tardinha, com chuva Sementes brotando A lua na tarde crescendo A luz da aurora, às quatro da manhã O rosto da mãe dando à luz O choro do pai vendo aquilo O rosto lívido do bebê E o médico suando Bolo de aniversário E o "pequeno lampiãozinho" de Katherine Mansfield Seus dedos mornos enquanto você dorme E seus sobressaltos de manhãzinha O café com leite súbito na casa da mãe E um cartão postal na caixinha Andar sozinha de tarde em Paris Subir de bondinho no Rio Preparar uma sopa no frio Passar batom pra te encontrar no cinema Sentir calafrio ao perceber seu olhar Sentir saudade de morte se não te vejo Olhar para o céu distante e saber que alguém morreu. Estrelas cortando todo aquele azul E você E eu.
Escrito por Luciana M. às 04h14
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I think I thought I saw you try
Este ano, meu aniversário foi realmente muito especial! Agradeço muuuuito todos os meus queridos amigos, que me mandaram cartões, telefonemas, icqs, poesias e me desejaram uma vida inteira de felicidades! Hoje acordei sorrindo, corri para resolver mil coisas, ganhei um almoço lindo dos meus pais fofos, e terminei a tarde com um email que me rendeu boas lágrimas e saudades... Mas a vida não é feita disso mesmo? Sonhos, algodão-doce, pedaços de nuvens? E até mesmo a chuva que abriu o dia encobriu a lua, mas serviu para levar embora tudo aquilo de passado que restava. E hoje posso dizer: começo de novo. E isso é muuuuuito bom!
Escrito por Luciana M. às 02h21
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O que eu quero hoje?
Humm... Hoje é meu dia! Meu aniversário! Deixa ver o que eu quero...
Eu quero me sentir feliz, quero ver tudo se resolver como num passe de mágica, quero comer coisas deliciosas, quero beijos com gosto de maçã, quero andar no Ibirapuera como se eu não tivesse horários a cumprir, quero conhecer pessoas lindas e interessantes e que me amem, quero passear com a minha pequena cachorra Clarineta, quero ver fotos e lembrar que um dia eu já tive sardas no nariz, quero ver se o inferno astral passa logo de uma vez, quero botar mais fé no mundo e, finalmente, quero me convencer de que a vida pode ser linda e cheia de sonhos e de paz e de amor.
Realidade virtual? Não. Esperança. Pelo menos um pouquinho a gente deve ter.
Escrito por Luciana M. às 02h47
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Ok, eu vou me manifestar!

Este é um blog que privilegia o lado bom da vida. Por isso, depois de passar um tempo lírica e sentimental, resolvi voltar a escrever sobre a felicidade! E, é claro, eu vou falar sim da ótima festa da Nikki, que aconteceu sexta-feira no Barbahala. Conheci um monte de bloggeiros, essa gente maluca como eu e que adora fazer uma amizade! Adorei todos vcs! É verdade que passei o sábado de ressaca, mas valeu a pena! hehehe! Só para citar Fernando Pessoa, "tudo vale a pena se a alma não é pequena". E "para passar além do bojador, há que se passar além da dor". Felicidade sim, poesia sempre! :) Amo vcs! E amo vc tb, que está longe agora.
Escrito por Luciana M. às 21h40
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Blue
Uma música para definir este sábado lindo que passou. Uma lua que era um sorriso. Um sol brilhando tudo, ajudando a esquecer a dor, a ressaca, a bebedeira.
All I Want
I am on a lonely road and I am traveling Traveling, traveling, traveling Looking for something, what can it be Oh I hate you some, I hate you some I love you some Oh I love you when I forget about me I want to be strong I want to laugh along I want to belong to the living Alive, alive, I want to get up and jive I want to wreck my stockings in some juke box dive Do you want - do you want - do you want To dance with me baby Do you want to take a chance On maybe finding some sweet romance with me baby Well, come on
All I really really want our love to do Is to bring out the best in me and in you too All I really really want our love to do Is to bring out the best in me and in you I want to talk to you, I want to shampoo you I want to renew you again and again Applause, applause - life is our cause When I think of your kisses My mind see-saws Do you see - do you see - do you see How you hurt me baby So I hurt you too Then we both get so blue
I am on a lonely road and I am traveling Looking for the key to set me free Oh the jealousy, the greed is the unraveling It's the unraveling And it undoes all the joy that could be I want to have fun, I want to shine like the sun I want to be the one that you want to see I want to knit you a sweater Want to write you a love letter I want to make you feel better I want to make you feel free Hmm, Hmm, Hmm, Hmm, Want to make you feel free I want to make you feel free.
(Joni Mitchell)
Escrito por Luciana M. às 02h59
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Trágica
Acho que vou dizer adeus Até nunca mais Não me ligue Não quero mais respostas Que te justifiquem Não quero mais te ver Te tocar Ou falar mais das tuas coisas, da tua vida Acho que estou cada vez mais irritada Acho que estou querendo sumir Acho que vou virar avestruz Acho que vou beber até morrer De dor Até morrer longe de ti Até morrer.
Escrito por Luciana M. às 17h41
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Romance bom é romance antigo!
Acho que estou cada vez mais sentimental. Ontem vi "As Pontes de Madison". Impossível não encontrar semelhanças. Todas as histórias de amor se parecem. Estou com o coração partido até agora! Olha o que diz na sinopse:
"Uma paixão que surge apenas uma vez na vida. Talvez, a única chance de viver um grande amor...mesmo que seja impossível durar para sempre!"
E quem disse que as paixões são eternas?
Escrito por Luciana M. às 16h50
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Trilha sonora
Ainda estou na fase de ouvir Aimee Mann. A música de hoje é High on Sunday 51.
"Baby, please, let me begin Let me be your heroin"
Too sexy.
Escrito por Luciana M. às 16h41
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Considerações
Quanto mais penso, pior fico. Quando menos espero, enlouqueço. Quando esqueço, torno a ouvir o telefone tocar; quando falo que ainda fico louca, não estou brincando. A vida é assim mesmo?
Escrito por Luciana M. às 15h24
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Sweet Baby
Many times I've been told that I should go but they dont know what we got baby then they not see the love in you but love i do and i'm staying right here
ummm sweet sweet baby life is crazy but there's one thing i am sure of that I'm your lady always baby and I love you now and ever
(...) (Macy Gray)
Escrito por Luciana M. às 18h32
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Sim, eu acredito
A despeito de tudo, a despeito da vida, sim, eu continuo acreditando. No amor. Eu continuo acreditando que a vida vai além de uma mera atração física. Eu continuo acreditando que as pessoas vão se jogar de cabeça na vida, assim como eu faço. Eu continuo acreditando.
Mas eu não acredito mais em coelhinho da Páscoa, nem em Papai Noel, nem em olhares que me confessam, supostamente, a verdade. É uma pena. A vida é tão mais feliz quando a gente acredita nas lendas! Mas eu continuo acreditando que um dia vai ser diferente. No fundo, eu sou uma otimista.
Escrito por Luciana M. às 18h10
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Olha que coisa fofa!
Sim, eu adoro bichos. Sobretudo os estranhos. E olha que coisa fofa esse porco-espinho! Não é gracinha?

Escrito por Luciana M. às 22h04
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Oi, gente
Acordei deprê, hoje, que saco. Três horas da tarde e eu na cama! Não sei onde isso vai parar. E nem consegui ir ao mercado comprar leite de soja e outras coisas mui saudáveis. Acabei passando o dia conversando virtualmente com os amigos. Ai, que bode mala. Mas pelo menos os amigos são uns fofos e umas fofas!
Escrito por Luciana M. às 22h03
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Comecei mal!
Todo domingo à noite eu prometo: amanhã vai ser diferente; vou caminhar todos os dias, comer um monte de folhas e frutas e legumes, vou sorrir mais e não vou me importar com as mazelas da vida. Eu prometo. Eu juro. Eu acredito realmente! Mas toda segunda-feira eu começo mal; e hoje me empanturrei com coisas trash, de novo. Acho que vou virar uma franquia do Mc Donald´s. Ou uma barraquinha de churros. Ninguém devia comer quibe assado (frio) às duas e meia da manhã!! Ninguém devia... Mas essas coisas acontecem. E ainda bem que amanhã (hoje) já é terça. E falta uma semana pro meu aniversário!!!!
Escrito por Luciana M. às 03h51
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Shine, shine
E olha só o que minha amiga Lóris me enviou, para me dar bom dia na segunda-feira: as gêmeas do Iluminado, do Kubrick. Lembra???? Medooooo!
Escrito por Luciana M. às 14h25
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É pra lá que eu vou
Um texto da Clarice Lispector para a segunda nascer feliz. E pra falar de amor, que nunca é demais!
"Para além da orelha existe um som, à extremidade do olhar um aspecto, às pontas dos dedos um objeto - é para lá que eu vou. À ponta do lápis o traço. Onde expira um pensamento está uma idéia, ao derradeiro hálito de alegria uma outra alegria, à ponta da espada a magia - é para lá que eu vou. Na ponta dos pés o salto. Parece a história de alguém que foi e não voltou - é para lá que eu vou. Ou não vou? Vou, sim. E volto para ver como estão as coisas. Se continuam mágicas. Realidade? eu vos espero. É para lá que eu vou. Na ponta da palavra está a palavra. Quero usar a palavra "tertúlia" e não sei aonde e quando. À beira da tertúlia está a família. À beira da família estou eu. À beira de eu estou mim. É para mim que eu vou. E de mim saio para ver. Ver o quê? Ver o que existe. Depois de morta é para a realidade que vou. Por enquanto é sonho. Sonho fatídico. Mas depois - depois tudo é real. E a alma livre procura um canto para se acomodar. Mim é um eu que anuncio. Não sei sobre o que estou falando. Estou falando de nada. Eu sou nada. Depois de morta engrandecerei e me espalharei, e alguém dirá com amor meu nome. É para o meu pobre nome que vou. E de lá volto para chamar o nome do ser amado e dos filhos. Eles me responderão. Enfim terei uma resposta. Que resposta? A do amor. Amor: eu vos amo tanto. Eu amo o amor. O amor é vermelho. O ciúme é verde. Meus olhos são verdes. Mas são verdes tão escuros que na fotografia saem negros. Meu segredo é ter os olhos verdes e ninguém saber. À extremidade de mim estou eu. Eu, implorante, eu a que necessita, a que pede, a que chora, a que se lamenta. Mas a que canta. A que diz palavras. Palavras ao vento? que importa, os ventos as trazem de novo e eu as possuo. Eu à beira do vento. O morro dos ventos uivantes me chama. Vou, bruxa que sou. E me transmuto. Oh, cachorro, cadê tua alma? Está à beira de teu corpo? Eu estou à beira de meu corpo. E feneço lentamente. Que estou eu a dizer? Estou dizendo amor. E à beira do amor estamos nós."
Clarice Lispector - in "Onde estivestes de noite" - 7ª Ed. - Ed. Francisco Alves - Rio de Janeiro - 1994
Escrito por Luciana M. às 13h59
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E hoje, um domingo
Não consigo, simplesmente, parar de avaliar minha vida. Acho que vou conversar com aquele doutor Alfredo Halpern sobre a dieta dos pontos do figura. Quem sabe ele me ajuda a criar uma tabela de prós e contras pra mim? Hahá. Tô precisando mesmo. E hoje, domingão, passei o dia num shopping comprando coisas para minha adorável cachorrinha Clarineta. Comprei uma lagarta rosa "ó-te-ma" de borracha, amei! Mas ela ignorou um pouquinho, acho que nem tá aí pra lagarta. Humpf.
Escrito por Luciana M. às 21h47
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Boemia, aqui me tens de regresso!
Pois é, voltei. Desde quinta não passo por aqui. É que arranjei coisa melhor pra fazer: encher o ouvido das amigas com as histórias de coração partido, sonhos desfeitos e afins. Amigo também serve pra isso, e é ótimo. E ontem teve um jantar maravilhoso em casa, com as amigas e amigos fofos. O estrogonofe da Lau é tudo! Merece uma segunda rodada. Pena que nosso amigo Marmota estava a milhas de distância e, claro, jamais viria partilhar desta calorosa noite com os amigos. Fica pra outra!
Escrito por Luciana M. às 21h42
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