Chá Dançante


Minúcias, segredos

não, a gente não sabe
às vezes são olhares que se cruzam
mãos que se tocam
e um mundo novo - inesperado, até então -
surge diante dos olhos como um vulcão
ou como uma primavera tardia

e então a gente pensa, imagina
todas as delícias do mundo:
tardes sob o sol de inverno
mãos aquecidas pelo encontro,
abraços apertados
e despedidas curtas, breves,
sem sofrimento ou traço de dor

e então a gente se dá conta
que a vida é cheia de possibilidades
e que elas batem à nossa porta assim, sem
aviso

Senhor do tempo e do espaço, quais são as leis inomináveis
que regem a todos?
quais são as leis do movimento,
as leis do amor e do sonho
as leis do jogo lúdico da espera?

Senhor do tempo e do espaço, também você não tem resposta que caiba
porque um sopro, uma brisa suave, uma pequena esperança
podem mudar todo o sentido da
existência.

Escrito por Luciana M. às 03h35
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A grande aventura da reportagem

Aaaaah! Estou pirada, enlouquecida, completamente alucinada com Jornalismo Literário. Sim, me encontrei. Idéias que se somam, partes de um todo que fazem o maior sentido do mundo pra mim. Quem se importa com as olheiras, o cansaço, as noites dormindo parcamente? Quer saber mais? Vai lá e vê: Jornalite

Escrito por Luciana M. às 23h44
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Amor

O amor não carece de explicação, sentido, soluções. Ainda bem.

Escrito por Luciana M. às 20h09
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Desilusão



A dor adorna e adormece o desejo
O corpo cala e se espreguiça
O afeto foge
O coração passeia na noite
Reinstala a memória
De afagos sedutores
O estridente som da cuíca anuncia:
Não se deve caçar homens na primavera
O sexo explode insaciável e fecundo
Amores devassos não tecem laços.


(Maria Suely de Oliveira)

Escrito por Luciana M. às 20h33
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Diamante

quanta doçura em seus olhos envelhecidos
dentro deles, alguma luz que ainda persiste
já sinto saudade da sua vivacidade, anos que nunca passam, cores sempre vivas
mexendo o café com leite, devagarzinho, de manhã
e fazendo barquinhas de pão com manteiga pra mim

deixe longe os infortúnios da vida, deixe o tempo que passa
quero dizer te amo, mas as palavras saem amareladas
brincadeirinhas infantis
cabelos de boneca em laços de fita

quero dizer obrigada
mas as enviezadas frases me cortam o coração

ora essa, não fale, não fale, de estrelas:
com tua luz é possível iluminar mil diamantes.

Escrito por Luciana M. às 18h57
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Arghhhh!!

Meu deus, como alguém pode ser prestar a isso????
O Latino me dá medo!

Escrito por Luciana M. às 10h26
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Flowers bloom in desolate places

"It´s like I hardly see the sky somedays
It´s like you hardly said a word
It´s like I hardly see the sky somedays
And i'd do better if I turned my head
Knowing you did"

(Insensible - Mandalay)

Escrito por Luciana M. às 20h39
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Asas quebradas

O que se passa, coletivamente? Todos que eu conheço andam cabisbaixos, melancólicos, pouca alegria de viver. Deve ser algo mundial. Talvez a guerra, talvez o frio que começou a se instalar, talvez, talvez. A sensação é de ter asas. Quebradas. Querer voar e não conseguir. Existe algo pior?
Uma liberdade presa dentro da gente.

Escrito por Luciana M. às 16h22
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Life changes



É, a vida muda. Domingos são sempre vazios. Acusam-me por escrever textos melancólicos, mas o que fazer se eles sempre me ocorrem?

Oh, no, I´ve said too much. I haven´t said enough
I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try
but that was just a dream


Considere tudo isso, considere todas as possibilidades... O frio que justifica qualquer melancolia quando se está só, algumas pontadas agudas no peito, sem saber o que está acontecendo, e... tantas, tantas coisas.

´Cause everybody hurts
everybody cries
everybody hurts
sometimes


Tem dias em que não encontramos justificativas pra nada. Nosso coração sofre, e o que fazer com ele? O que fazer com todos aqueles sonhos que não viraram realidade, o que fazer quando se quer encontrar um motivo, e ele não existe mais?

Peço desculpas, porque este é mais um texto melancólico e triste. Mas pelo menos estou voltando a escrever. E não pretendo parar, de novo.

Escrito por Luciana M. às 00h05
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