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Domingo
Domingo é o dia mais chato da semana. No meio da tarde, é um silêncio quase insuportável em casa, casa vazia. Cheiro de churrasco, pessoas devem se divertir mais do que eu. Fico em pânico com a semana começando e tantas coisas para resolver, tantas, todas elas... E nada que me aqueça, nada que some, só subtrações...
Escrito por Luciana M. às 14h14
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Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)
"A minha alma está armada E apontada para a cara do sossego Pois paz sem voz Não é paz, é medo
Às vezes eu falo com a vida Às vezes é ela quem diz Qual a paz que eu não quero conservar Para tentar ser feliz
As grades do condomínio São para trazer proteção Mas também trazem a dúvida Se não é você que está nessa prisão
Me abrace e me dê um beijo Faça um filho comigo Mas não me deixe sentar Na poltrona no dia de domingo
Procurando novas drogas De aluguel nesse vídeo Coagido pela paz que eu não quero Seguir admitindo
Às vezes eu falo com a vida Às vezes é ela quem diz"
(O Rappa)
Escrito por Luciana M. às 21h57
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It´s times like these you learn to live again....
Escrito por Luciana M. às 11h43
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Nunca vi tanto vento nesta época do ano! Impressionante!
Escrito por Luciana M. às 10h23
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A culpa é de quem?
Eu sinto nojo desses crimes violentos que assolam São Paulo, o Brasil, o mundo. Sinto nojo do desrespeito que leva pessoas a cometer crimes absurdos, como esses trogloditas que violentaram, torturaram e mataram Liana e seu namorado Felipe, em Embu-Guaçu. Desrespeito.
"Segundo a polícia, o adolescente R.A.C, 16, o Champinha, apontado como o líder do grupo, 'idealizou o abuso contra Liana, oferecendo-a aos outros comparsas'", diz a reportagem da Folha online. E eu pergunto: como assim?!? Que sociedade é esta que desvirtua a mente de um adolescente a tal ponto que ele não seja capaz de controlar impulsos sexuais? Mas mesmo assim, não se trata de impulso sexual. Sexo é uma coisa, crime é outra. E estupro é crime. Sobretudo, e ainda mais, nas condições em que ocorreu. Liana, por acaso, é um objeto, que pode ser "oferecido" a alguém?
É possível pensar que atos hediondos como esses, cometidos por moleques e - pasme - senhores quase cinquentões!, sejam reflexos desse modo de vida ridículo em que o consumo é a única vida possível. Sim, aquele "Champinha", o estúpido idealizador do estupro de Liana, jamais, em sua vida, poderia sonhar com uma mulher como ela em seus braços. Ou com qualquer outra. Seu sonho de consumo, todas aquelas mulheres cheias de silicones, cabelos loiros tingidos, cinturas perfeitas (e seguranças que valem milhões de dólares), nem mesmo elas podem fazer parte da vida ridícula de "Champinha", porque ele não é ninguém. E, sendo ninguém, não pode nem mesmo comprar uma revista e gozar nela, à noite, no escuro do banheiro e dos sonhos. "Champinha" é um looser. Porque escolheu ser assim ou porque foi levado a ser assim? Não importa. A verdade é que não importa.
A diferença entre Felipe Caffé e "Champinha" é a diferença entre uma parcela ínfima do Brasil e o restante. Falta dinheiro, falta educação e, mais do que tudo, faltam sonhos. Sonhos que levaram o casal Felipe e Liana a, infelizmente, pisar no cadafalso, sem querer. Falta de sonhos que levou aquele moleque de 16 anos e seus comparsas a cometer crime tão hediondo. A culpa é de quem? A culpa é da desigualdade social, sim, da diferença cada vez mais absurda de classes, sim, da louca exposição de "beldades" do photoshop na tevê, nas revistas, nos outdoors. A culpa é do dinheiro, e da falta dele. Mas também é uma questão de bom senso. De educação. De limites. E, sobretudo, de valores. Uma sociedade que acha lindo chamar uma mulher de "cachorra" em horário nobre não merece ser considerada. Se Champinha tivesse valores, como certamente Felipe e Liana deviam ter, sem dúvida não teria idealizado crime algum. Mas, infelizmente, vivemos numa ferida aberta. E a ferida sangra.
Escrito por Luciana M. às 12h33
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Bodas de prata
Então. Ontem completei um quarto de século. Sim, 25 anos. É uma mudança na vida da pessoa! Mas confesso que estou mais feliz agora do que, por exemplo, quando fiz 23. Legal isso. De qualquer modo, gostaria de agradecer os carinhos e beijos e presentes e cartões que todos os meus queridos amigos e pais e irmão e cunhada me mandaram. E um beijo especial para Zezito, meu lindo, que está morto de cansado, e eu fiquei com dó. E por falar em Zezito, veja você que luxo. Agora ele tem um "blig", essa coisa de blog em outro provedor. Ó só: Zé Qualqué
Escrito por Luciana M. às 08h12
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"So maybe tomorrow I´ll find my way home..."
Escrito por Luciana M. às 13h56
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Uma poesia para a madrugada de ontem
Existência
Sou por mim e por você Existo Crio os sonhos que esperava de outro Escrevo Poesias para mim Em meio ao meu desassossego Destemperado Ainda sou Existo Respiro Por mim e por você A carne branca sua se confunde: Já não é: sou Somos E se existe a teoria do uno A primeva parcela de afeto e amor Ei-la em seu estado bruto Também construir afeto leva tempo Também construir amor; E se todos os conceitos servem para nos amedrontar Para que servem, pois? Se vivemos de medo, não vivemos Seremos vazio, sem recheio Um nada que caminha a passos lentos e curtos Mas sua carne branca, não me esqueço Já não é: sou Existo Pertenço a este universo ímpar Que só pode se formar Aos pares.
Escrito por Luciana M. às 13h40
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I´m here to stay
Show
Let the show begin It's a sorry sight Let it all deceive Now I've Pains in me that I've never found
Let the show begin Let the clouds roll There's a life to be found in this world And now I see it's all but a game That we hope to achieve What we can What we will What we did suddenly
But it's all just a show A time for us and the words we'll never know And daylight comes and fades with the tide And I'm here to stay
But it's all just a show A time for us and the words we'll never know And daylight comes and fades with the tide I'm here to stay
(Show - Beth Gibbons)
Escrito por Luciana M. às 13h35
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Inferno astral
Últimos dias de inferno astral deste ano. Mas, sim, ele não me larga. Sim, ele quer me derrubar. Sim. Ele não é capaz de me dar DOIS DIAS de folga antes do meu aniversário chegar e tudo voltar ao normal (?).
Escrito por Luciana M. às 13h07
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Novembro
Dias bonitos como só podem ser os deste mês. Tardes de sol, o céu azul-marinho de noite, até uma estrela (mesmo sob esta poluição de São Paulo). Quanto mais o tempo passa, mais gosto do meu mês: novembro.
Escrito por Luciana M. às 20h08
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It´s time to change
Não sei se é porque meu aniversário está chegando, mas acho que estou numa fase de introspecção. Muitas lembranças. Algumas lindas, outras nem tanto. Outras péssimas, na verdade. Este blog comemorou um ano, dia 29 de outubro. Lembro que nesta mesma época, no ano passado, tudo na minha vida era como um rodamoinho, e eu estava bem no olho do furacão. Mas agora, as coisas parecem melhores. Não sei. Talvez sejam só as lembranças que me deixam assim, triste. Melancólica.
"'cause I don't want you to forgive me you´ll follow me down"
Escrito por Luciana M. às 23h47
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Tim Festival: os meus destaques
:: Quinta-feira 30/10, palco Tim Stage ::

Beth Gibbons, a divina cantora do Portishead, destaque absoluto do primeiro dia do Tim Festival. No show, ela apresentou seu primeiro disco solo, Out of Season, ao lado do parceiro musical Rustin´Man.
:: Sexta-feira 31/10, palco Tim Club ::

Illinois Jacquet é um senhor de 81 anos, muito bem humorado, que cantou e animou o público do Tim Club, abarrotado de gente. Illinois fez aniversário neste dia, recebeu os parabéns da platéia e ganhou até um bolo com velinhas. Blues e jazz de primeira categoria, direto de Louisianna. Sensacional.
:: Sábado 01/11, palco Tim Stage ::

"Quando a maré encher, quando a maré encher, tomar banho de canal quando a maré encher". Pior que a maré encheu e quase não permitiu que o ótimo show da Nação Zumbi acontecesse. Mas aconteceu, e foi sucesso absoluto. A galera pogava, se jogava sobre os outros e, claro, fumava váriosss. Tinha uma nuvem até. "Meu Maracatu Pesa uma Tonelada" foi a glória máxima. Salve Chico Science, que devia estar aplaudindo tudo.
Uma homenagem à diva

Miles Davis descobriu Shirley Horn. Ninguém menos que Miles Davis. E ela já está velhinha, uma senhora numa cadeira de rodas, que teve uma perna amputada. Entrou no palco conduzida pela produção, e foi saudada de pé pela platéia. Cantou sucessos do cool jazz com uma certa dificuldade, que se agravou diante do total desrespeito da platéia e da produção do evento, que não conseguiu impedir que as fortes batidas eletrônicas que rolavam do lado de fora invadissem o ambiente ultra-intimista do Tim Club. Pena. Shirley é uma das grandes divas do jazz norte-americano, e merecia tratamento melhor. Mais respeitoso. Mesmo assim, pra lá de gentil, Shirley agradeceu aos presentes que a saudavam com gritos de "nós te amamos" e "deus te abençoe". Mas terminou o show antes, e eu e Zé ficamos sem ouvir uma música linda que fazia parte do set list: Here´s to life. Pena.
Escrito por Luciana M. às 19h15
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Tim Festival, esse Free Jazz equivocado
Algumas coisas foram positivas neste final de semana que passei no Rio. Fui ao Tim Festival, escrever textos e cobrir celebridades e ver os shows. A maior parte dos shows não decepcionou. Beth Gibbons, minha ídola máxima, estava lá, linda, com uma voz poderosíssima, fumando loucamente enquanto cantava as músicas de seu novo CD, Out of Season. Beth Gibbons abriu esta primeira edição do Tim Festival, e foi seguida pela cantora canadense k.d.lang, que também é uma fofura no palco.
:: O primeiro dia :: Tudo correu lindamente. Cheguei a conversar pessoalmente com a Beth Gibbons, apesar de não ter conseguido dizer nada inteligente a ela, a não ser "we love you" e "what about Portishead?!?". Apesar disso, foi ótimo vê-la tocando ao vivo, junto com Rustin´Man, todos aqueles samplers, e uma violinista ótema, e uma versão de Funny Time of Year que me arrepia só de pensar! Seguiu-se a esse show a querida k.d.lang, enquanto rolava jazz no Tim Club e uns sons alternativos no Tim Lab. A sala de imprensa estava abarrotada, mas consegui dar conta dos textos e coisas e aproveitei a noite.
:: O segundo dia :: Dormi pouco, acordei sem água no chuveiro do hotel, aquela maravilha, mas consegui assistir a alguns dos melhores show da minha vida: Gotan Project, um techno-tango de primeira qualidade, Illinois Jacquet Big Band, jazz e blues impecáveis, e outros mais. A noite estava repleta de "modernos" e roqueiros devido aos shows (ótimos) do The Rapture e do White Stripes.
:: O terceiro dia :: O dia de encerramento do TIM Festival foi marcado por uma profusão de pit-boys, meninas funkeiras e toda a sorte de tribos. Caiu uma chuvarada daquelas antes dos principais shows. A apresentação da Nação Zumbi foi simplesmente sensacional. A platéia pirou dançando Meu Maracatu Pesa uma Tonelada. Depois foi a vez do Public Enemy, que também lotou o Tim Stage, o palco principal. No Tim Club, o espaço reservado ao jazz, uma decepção: o público foi de um desrespeito tamanho com uma das grandes divas do jazz, Shirley Horn. Faziam um puta barulho, metade do público deixou o show antes de terminarem as músicas. A cantora, velhinha e super debilitada, em uma cadeira de rodas, chegou a perguntar: "What´s going up?!?". Numa boa, ela merecia respeito. O pior foi ler matérias em vários veículos, no dia seguinte, dizendo que este foi um dos melhores shows. Qual é? O povo foi super maleducado, isso sim. Fiquei puta! Pra terminar a noitada, os meninos bombadinhos e as meninas funkeiras se acabaram de dançar com o show do equivocado (zé, esta palavra é tudo!) Dj Marlboro, que levou aquele ser Lacraia para se apresentar. Bom, parece que o povo gostou.
Depois de tudo isso, três noites sem dormir e sem comer direito, ainda tive milhões, zilhõeeeeees de problemas para enviar meus textos, tomei bronca, peguei chuva, até chorei de raiva. Mas pelo menos eu vi a Beth Gibbons. E ela é simples e linda e chapada e fumante e estava com uma caquinha no nariz. E não limpou. Porque ela é gente. Coisa difícil de ver.
Escrito por Luciana M. às 18h29
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Porque eu não gosto mais do Rio
Sim, eu defendia o Rio de Janeiro. Nunca falei mal de carioca. Adoro a natureza local, a Baía de Guanabara é linda. Mas neste fim de semana eu tive bons motivos para não voltar mais ao Rio. Só peço perdão a alguns amigos que foram ótimos conosco, e ao taxista do hotel, que simplesmente salvou o domingo! Desculpem, rapazes... Mas o Rio é foda. No mau sentido. - apesar de todos os seres do sexo masculino usarem obscenas sungas molhadas para andar pela rua, no ônibus, em todos os lugares, não é permitido homens de bermuda subirem em prédios fuleiros no centro da cidade - os taxistas simplesmente se recusam a pegar qualquer passageiro na rua, mesmo estando com a luzinha "táxi" piscando de tão acesa - o tratamento que recebemos no hotel foi precário: apartamentos onde não se podia dormir devido a barulhos de reformas, café da manhã não incluído na diária do primeiro dia (e nem sequer oferecido, caso quiséssemos PAGAR a mais), e falta de água no nosso apartamento, sendo que todos os outros tinham água a valer - o metrô NÃO FUNCIONA aos domingos. - aliás, nem o metrô nem nada funcionam. Tive meu trabalho jornalístico absolutamente prejudicado por absoluta ausência de um mísero cybercafé aberto de onde eu pudesse mandar meus textos.
Por essas e por várias outras, estou com fobia de qualquer um que fale coisas puxando "s" e "r" sem necessidade.
Escrito por Luciana M. às 13h50
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