Chá Dançante


Encontro de RPG

Nunca vi tanto nerd na VIDA!

Escrito por Luciana M. às 13h52
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Love is a temple, love is the higher law

Era

Era um domingo à tarde quando te conheci.
Vinhas assim: despenteado. Como se um vento tivesse soprado teu cabelo. Mas era belo assim, despenteado. E brilhava.
Só os sóis brilham, pensei. Mas já era tarde para dizer algo, porque esse "algo", tantas vezes sem nome, tantas vezes obscuro, obtuso, já estava entalado na garganta e de lá não sairia tão cedo.
Era tarde; mas a tarde pode ser o começo, se a gente pensar bem. Pensa: observa: as palavras são assim, tantos significados quantas idéias ousarem refletir.
Era. Um sol na noite, pensei? Era um sol despenteado, despontado, enorme. Um sol com olhos verdes, como assim?
E então já fazia noite, o vento era tanto mais vento quanto mais batia em ti. Ora essa, tantos sóis e eu aqui, percorrendo a noite ao lado dos olhos verdes mais cinzas que já podia ter visto.
E então já não era nem tarde nem noite, mas talvez uma ponta de dia. Como a ponta do cigarro com sua pequena chama acesa, era uma luz. O vento ainda despenteava os cabelos teus, mas já não era vento, e sim uma leve brisa.
Foi então, domingo à tarde, que te conheci.
E era Natal.

E talvez não fosse domingo, mas pra mim era como se fosse.

(escrito em 04/12/2003, para você)



Escrito por Luciana M. às 18h42
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In this world

Tem um clipe do Moby que choro toda vez que assisto. É da música In This World. Aparentemente, não tem nada de mais. São uns extraterrestres que vêm à Terra em missão de paz, carregando placas como "Hello!", "Hi!", "Hola!". Só que eles são pequeninos, minúsculos como ratinhos, e ficam frustrados demais por aterrissar na Terra e ver que NINGUÉM, absolutamente NINGUÉM prestou atenção neles! E a música é muito boa! Só consigo deixar a letra. Se puderem, assistam. É bobo, a princípio, mas dá um aperto muito grande. Como estar só no meio de uma multidão.

In This World
(Moby)

Lord don't leave me
All by myself

Good time's the devil
I'm a force of heaven

Lord don't leave me
All by myself

So many time's I'm down
Down down

With the ground

Lord don't leave me
All by myself

Whoa, in this world

Lord don't leave me
All by myself



Escrito por Luciana M. às 18h36
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Deixa eu te dizer!

E por falar em frio, ou melhor, em coisas boas do frio, vale a pena ir lá num lugar mega-longe, na Serra da Cantareira, o Velhão. É um espaço que parece uma casa de fazenda antiga, com paredes de tijolinho à mostra, e vários ambientes diferentes. Para quem não gosta de música ao vivo (ainda que seja rock), tem o Café. Para quem gosta de jogos, tem um espaço inteiro dedicado a isso, dá até para jogar sinuca, dizem. Porque estava lotado, então não conseguimos entrar nos muitos espaços diferentes.

Mas o lugar é ótimo, fica no alto da serra, um puta frio, lindo. E tem lojinhas de presentes! Até ganhei um, o Haroldo. Mas isso fica pra outro post! ;)



Escrito por Luciana M. às 21h19
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uhhh, frio, frio, frio!

"It´s a funny time of year"

(Um vento impressionante batendo as janelas do escritório, um sol amarelinho que não esquenta nada, o céu azuuul mais que tudo, às vezes uma chuva fina que me agrada, cama quente, felicidade, um monte de trabalho, quem se importa? Eu me divirto, adoro o outono, inverno, café quente, vinho, fondue...)

E sábado agora, pasme, tem encontro de RPG. Estou sendo cooptada para esse "universo" nerd porque o meu doçura adora essas coisas. Só quero poder levar a câmera e registrar esses diabos jogando coisas como "Magic". E pessoas vestindo roupas estranhas. E gente gritando. E adolescentes de óculos e cabelo desgrenhado se divertindo a valer. Ooooh, it´s a funny time of year...

Ah! Se quiser ver um pouco desses anormais falando de RPG, entra aqui: Boteco do Laba.



Escrito por Luciana M. às 18h12
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Metal contra as nuvens

"(...) E nossa história não estará
pelo avesso assim, sem final feliz
teremos coisas bonitas para contar
e até lá
vamos viver
temos muito ainda por fazer
não olhe pra trás, apenas começamos
o mundo começa agora
apenas começamos"

Final de semana feliz, muita música velha no meu som quebrado, chuvinha, tempo cinza, o meu amor comigo, do jeito que a gente gosta! ;) E livros, muitos livros. Aquele "Código Da Vinci", de um certo Dan Brown, é muito bom. Ótima leitura entre coisas mais substanciosas.



Escrito por Luciana M. às 13h05
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Cecília Meirelles, eterna resposta

Gargalhada

(...)
Eu te quero ensinar a arte sublime de rir.
Dobra essa orelha grosseira, e escuta
o ritmo e o som da minha gargalhada: 

Ah! Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah! Ah!  

Não vês?
É preciso jogar por escadas de mármores baixelas de ouro.
Rebentar colares, partir espelhos, quebrar cristais,
vergar a lâmina das espadas e despedaçar estátuas,
destruir as lâmpadas, abater cúpulas,
e atirar para longe os pandeiros e as liras...

O riso magnífico é um trecho dessa música desvairada. 

Mas é preciso ter baixelas de ouro,
compreendes?
— e colares, e espelhos, e espadas e estátuas.
E as lâmpadas, Deus do céu!
E os pandeiros ágeis e as liras sonoras e trêmulas...

Escuta bem:

Ah! Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah! Ah! 

Só de três lugares nasceu até hoje essa música heróica:
do céu que venta,
do mar que dança,
e de mim.

(Cecília Meirelles)



Escrito por Luciana M. às 17h04
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Ira

Quando a razão começar a dar seus palpites, mate-a.
Mate a razão a pauladas.
A razão serve para os fracos de instinto.



Escrito por Luciana M. às 19h45
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Dia de fúria

Eu tenho um celular e um telefone fixo. Meu escritório é (ainda) na minha casa. Por isso, tenho uma geladeira, um fogão, sofás, essas coisas todas que compõem uma casa. E explico: não preciso de outros itens. Se precisar, eu procuro! Mas não, a sociedade de consumo não está feliz com isso. Ela precisa te oferecer algo mágico, de remédios para depressão a uma pia nova para o banheiro. Ou ela precisar ligar para sua casa e cobrar coisas... que outras pessoas devem!

E ela faz: dez da manhã, o telefone toca. Insistente. Várias vezes. Eu trabalho até tarde, note bem. Por isso, durmo até tarde (ou tento). Mas o telefone toca e não me deixa dormir. Então,

a) saio do quarto para o escritório e quebro o telefone
b) penso mil vezes por que, meu Deus, por que não desliguei o fone ontem...
c) atendo o telefone. Pode ser meu namorado lindo, minha mãe em apuros, vai saber....

Mas não era nada grave. Só a sociedade de consumo.

- Bom dia!, diz a voz ao telefone. (Posso vê-la sorrir!!)
- Bom dia (grunf)
- Aqui é da blablabla, eu gostaria de saber se blablabla, a senhora não estaria precisando de blablabla, mas é uma promoção imperdível e blablabla......

(minutos, vários deles, ela fala e fala e fala, eu mal consigo respirar do outro lado da linha, que dirá argumentar)

Não posso mais, não consigo. Desligo.

Volto para a cama quentinha.

Trimmmmmm. Trimmmmmmm. Triimmmmmmmmmmmmmmmmmm.

- Alô?
- Alô, por favor aí é da casa da dona Fulana?
- Não, não é.
- Mas o telefone é tal?
- É, mas não é da casa da dona Fulana.
- Mas nós precisamos falar com ela, a senhora não teria o telefone e...
- Olha, não conheço a dona Fulana, aqui não é a casa dela e esta não é a primeira vez que vocês ligam. Pode anotar aí que aqui NÃO É A CASA DA DONA FULANA, por favor?
- Posso sim, mas aí é do endereço tal....?
- Olha, vou desligar, não me ligue mais. (já quase berrando)

E a manhã, então, se perdeu. Depois foi somente uma sucessão de ações, acordar, preparar o café, tomar banho, enfrentar o frio, colocar o lixo para fora, sentar no micro e escrever no blog. Meu dia de fúria que, infelizmente, tem se tornado mais e mais constante.

E hoje, se alguém pisar ISSO AQUI Ó no meu calo, ah, eu sinto muito, mas vai perder os dentes.



Escrito por Luciana M. às 13h24
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Anti-herói americano

Resumo do final de semana de frio: churrasco, um ex-micro quebrado (agora novo em folha, graças ao meu mágico irmãozinho) e o maravilhoso filme Anti-herói americano. Genial!

O filme conta a história do arquivista (e quadrinhista nas horas vagas), Harvey Pekar. Pekar é um inconformado com as bizarrices que vê em seu dia-a-dia de americano suburbano, e resolve dar vazão a isso escrevendo histórias comuns, que acabam virando sucesso.

A montagem do filme, a mistura de atores e personagens reais, como Pekar e sua mulher, mais seu amigo Toby, (que defende a causa nerd!), fazem do filme uma mistura de melancolia, tristeza e uma certa doçura diante do insólito que é a vida.

Saí do cinema com um certo vazio e uma tristeza incômoda. Zé, que foi comigo, também. Como se a vida não fosse nada além disso, mesmo. Um amontoado de histórias, situações loucas e cotidianas, o ir e vir das pessoas em todas as partes do mundo. Assim como na Paulista, de domingo à tarde.



Escrito por Luciana M. às 18h20
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Losing my religion

Por que diabos eu tenho mania de colocar títulos em inglês? Acho que porque passo a maior parte do tempo ouvindo músicas nessa língua, ouvindo pessoas usarem expressões nessa língua, até o jargão jornalístico é cheio de dizeres em inglês. Bom, nada contra. Nada contra o idioma. Nada contra nenhum idioma. Se pudesse, falaria todas as línguas do mundo, inclusive a língua dos anjos.

O fato é que estou tão cansada que perco a fé. A fé em mim, no ser humano, no meu trabalho cotidiano, nas pequenas coisas que costumavam me alegrar. Felicidade, hoje, é sonhar com uma praia linda e cheia de sol, onde eu possa dormir, ganhar cafunés e beijos, pensar em nada, olhar o mar adiante e sorrir. Simplesmente, sorrir.

E comer ostras. E tomar vinho branco gelado... Pensar no gosto metálico das ostras, lembrar da descrição que Hemingway fez delas em Paris é uma festa. Cada vez que leio, sou capaz de sentir o gosto de mar.

Não quero ficar reclamando da vida, que tédio reclamar da vida! Vai ver, quando eu nasci, um anjo torto disse: "vai, Luciana, ser gauche na vida". Se, da mesma forma que aconteceu com Drummond, eu me tornar uma poeta e escritora de verdade, então vai ter valido a pena ser gauche. Até porque, verdade seja dita: nunca fui muito direita.

E, como disse para o ontem, em meio a mais um trânsito dos infernos na Marginal, não sei se sou uma total inadaptada, ou se sou apenas uma pessoa... lúcida.



Escrito por Luciana M. às 12h08
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It´s been a bad day

Tenho gripe. Tenho ódio. Meu micro não funciona. A internet supostamente rápida é mais lenta que a conexão de graça por linha discada. Tenho vontade de quebrar minha mesa de trabalho. Quero sumir daqui. Prefiro morar em Paris. O café expresso do Fran´s Café custa 1 real e 50 e já foi melhor. Todos os meus amigos aparecem com problemas novos todos os dias, o que, para mim, significa uma só coisa: o mundo está ruindo.

Escrito por Luciana M. às 21h54
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Orkut deu pau

E tá todo mundo reclamando que o diabo do orkut não funcionou hoje! Que vício! Estamos condenados a viver sempre dessa forma, nos vendo, falando, sofrendo, sentindo, conversando... pela internet?

Ah, não sabe o que é orkut? Sorte sua!



Escrito por Luciana M. às 21h51
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Problemas, probleminhas e um dia cinza bonito

O dia começou cedo, o que não é hábito para mim. Mas não reclamo. Peguei ônibus cedinho, desci na Paulista para tomar um café. Estava um dia cinza, bonito, com aquela beleza peculiar e melancólica, "uma delicada forma de calor", como diria meu lindo .

Problemas e probleminhas passam pela minha cabeça, não consigo ficar quieta, sem pensar muito. Distraio a atenção com "Fama e Anonimato", do Gay Talese. Genial, para dizer o mínimo. Penso no meu projeto, na iminência de escrever meu livro-reportagem, em todas as bobagens com que a gente se preocupa, besteiras, discussões tolas, pessoas que não importam.

Tudo parece infinitamente pequeno quando se vê um problema grande de perto, bem de pertinho, a ponto de parecer - e ser - realmente assustador.

Mas somos fortes e passamos por tudo. Ou pelo menos, tentamos. Já é um alento. Nessas horas, penso em Paulo Leminski, que sabia das coisas:

Bem no fundo
 
No fundo, no fundo, 
bem lá no fundo, 
a gente gostaria 
de ver nossos problemas 
resolvidos por decreto 
  
a partir desta data, 
aquela mágoa sem remédio 
é considerada nula 
e sobre ela - silêncio perpétuo 
 
extinto por lei todo o remorso, 
maldito seja quem olha pra trás, 
lá pra trás não há nada, 
e nada mais  

mas problemas não se resolvem, 
problemas têm família grande, 
e aos domingos saem todos a passear 
o problema, sua senhora 
e outros pequenos probleminhas.



Escrito por Luciana M. às 16h47
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Ahh, eu me divirto!

Então arranjei um novo freela e estou me divertindo a valer! Basicamente, eu fico vendo sites o dia todo para deletar as tosquices! É muito divertido! Só uma coisa me assusta deveras: como tem lixo na internet! Jésuis! Como as pessoas conseguem colocar tanta bobagem no ar... e deixar lá?

Em contrapartida, encontro também sites divertidos, blogs interessantes... Mas a maior parte das ocorrências gira em torno de sexo, claro, imagens pornográficas, textos absurdos e mal escritos. Um universo à parte. Mas eu me divirto, eu me divirto. Pelo menos eu rio das fotos toscas!



Escrito por Luciana M. às 15h01
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