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Viva Cortázar!
"(...) Escrever é desenhar o meu mandala e, ao mesmo tempo, guardá-lo para mim, inventar a purificação, purificando-se; tarefa que compete a um pobre xamã branco com meias de náilon."
(cap. 82 de O Jogo da Amarelinha)
Escrito por Luciana M. às 12h30
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Quando
Quando eu voltar a ser eu, a chuva vai ser bonita, assim como o sol do meio-dia, do fim de tarde, do verão todo. Todas as estrelas vão brilhar juntas, unidas, e seu olhar terá um gosto bom, como do café-com-leite de toda manhã.
Quando eu voltar a ser eu, pouco importará a cor dos meus cabelos, olhos, minha boca será sempre vermelha, as mãos sempre cheias de vida, as lágrimas cairão, que assim seja, mas sempre pelo motivo certo.
Quando eu voltar a ser eu, só momentos felizes. O cigarro da noitinha, os seus olhos brilhando com as primeiras horas do dia, as paisagens longas, campos verdes, doces, mansidão.
Quando eu voltar a ser eu, talvez "liberdade" não seja só um sonho, mas uma maneira de viver. Melhor.
Talvez eu não volte nunca; mas é uma tentativa.
Escrito por Luciana M. às 22h59
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Always on the run
"(...) Get it while you can don´t you turn your back on love, no (...)"
Janis Joplin. Sempre.
Escrito por Luciana M. às 17h24
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Uma boa, outra ruim
A boa é que, finalmente, conseguimos as passagens. Em breve, anuncia-se um período de férias!
A ruim é que, por nunca ter férias, estou com a resistência baixa. E, por isso, uma gripe do inferno me pegou. : /
Escrito por Luciana M. às 21h46
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De volta à vida
Madrugadas frias, sol fraco durante o dia, pilhas de livros, relatório de 20 páginas por fazer. Mas com o espírito renovado.
"Se eu superar este ano, despachando meu demônio quando ele surgir, dando conta de que ficarei cansada após vários dias de trabalho e exausta (...), concluindo que trata-se de um cansaço natural, e não algo para ser lamentado com horror, serei capaz, pouco a pouco, de encarar a vida, em vez de fugir correndo a cada aceno do sofrimento."
(in Diários de Sylvia Plath)
Escrito por Luciana M. às 14h41
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Feriado prolongado
Seguindo os conselhos dos meus amigos e leitores fiéis, resolvi dar um tempo em tudo e aproveitar o feriado. Bate e volta em Santo para comer coisinhas boas do mar, conhecer a loja de RPG do amigo do Zé, falar bobagens e importâncias por hooooooooras com os amigos. Até agora, está dando resultado! 
Agora é aproveitar o solzinho desta sexta-feira para fazer comprinhas, andar pela cidade (que, espero, esteja mais vazia!!) e pensar em sábado. Porque sábado é Dia dos Namorados e eu quero que seja bem bom!
Depois, leitura do maravilhoso livro Diários de Sylvia Plath, que o Zé teve a grande idéia de me dar de presente e eu agradeço todos os dias por isso! Senhora Plath escrevia como poucos, e me dá um prazer imenso ler suas impressões sobre a vida. Um diário de verdade, ahn? Não estes aqui, virtuais, em que o povo dá pitaco em tudo! hahahahha! Mas é bom, é bom, eu me divirto!
Escrito por Luciana M. às 14h27
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O que realmente vale a pena?
Descobri que estou com um nível de estresse absurdo. Estou chateada. Porque trabalho, e muito, e gosto do que faço. Porque faço uma pós-graduação bacana, tenho amigos legais, um namorado fofo, uma família maluca, mas interessante também. Porque faço mil coisas ao mesmo tempo, não consigo parar, e então é aquela roda-viva.
Este ano começou bem, e depois piorou. Comecei trabalhando demais, trabalhei até na véspera de Ano Novo o que, para mim, é um tanto quanto absurdo. Na virada, não consegui falar nem com a minha mãe. E mal pude dar um beijo no namorado que, gentil, foi comigo até a pauta, para me ver mais feliz.
Aí decidi sair da escravidão e me dedicar aos meus trabalhos antigos (que nunca abandonei, aliás, o que implicava numa dupla jornada). Tudo bem. Comecei a fazer o projeto da pós, muitas leituras, muitas entrevistas, e nada, nada, nada. Mal consegui escrever uma linha. Estou esgotada, acabada, cansada, precisando de férias, gritando por socorro. Help me.
Fora tudo isso, a gente sempre tem que lidar com coisas que não se espera, mas isso não vem ao caso. Só estou escrevendo isso porque preciso de soluções. Não sei mais me divertir, porque me sinto cansada até para isso.
Estou triste, e isto é, sim, um desabafo. Agora a pergunta que não quer calar: o que realmente vale a pena?
Vale a pena se estressar para ganhar mais dinheiro? Vale a pena brigar com seu amor por coisas - e pessoas - que realmente não significam nada? Vale a pena perder a vida correndo atrás de um sonho que, na verdade, você nem sabe se quer mais?
Não sei. Sinceramente, acho que não.
Escrito por Luciana M. às 19h19
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Visconde de Mauá, delícia de frio

Em tempo de frio, nada como uma viagenzinha boa para as cidades montanhosas. Neste final de semana, o lugar escolhido foi Visconde de Mauá! Antigo reduto hippie, Mauá preserva ainda hoje tudo aquilo que fez parte da ideologia "paz e amor": lugar calmo, frioooo, lindo de morrer, e mágico. É impossível ficar de mau humor num lugar como esse.
As cachoeiras são enormes, lindas, e frias de gelar os ossos. Mas o espetáculo visual compensa tudo. As pousadas parecem ter sido feitas para o amor: lareiras, comidas quentinhas, chocolates a valer... É tão bom que a gente esquece que em algum lugar não muito longe dali existe trânsito, violência, poluição.
A vida em Visconde de Mauá é medida pelo tempo, e não pelo relógio. Acho que isso faz toda a diferença. O único senão: um fim de semana passa depressa demais!
Mas vale a pena. Experimente as milhares de versões de truta, os vinhos deliciosos, as toneladas de pinhão cozido e uma delícia que eu só vi lá: gotas de chocolate com amarula.
Quer ver mais? Entre no Guia Mauá, de onde esta foto linda foi retirada. Em tempo: a Ju, do A Desatualizada, deu sua versão dos fatos! Dá uma olhada!
Escrito por Luciana M. às 15h45
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As pequenas coisas doces e boas do frio
O Lello reclama que não gosta do frio. Muita gente reclama que não gosta do frio! Mas pensa bem, só nesta época do ano podemos fazer certas coisas com um prazer, digamos, redobrado. Dá para tomar vinho, em todas as suas versões (menos branco, porque é gelado, enfim), comer comidinhas quentes e deliciosas e pesadérrimas, como feijoada, sem passar mal depois. Dá para conhecer uma das inúmeras pousadas incríveis que as cidades serranas possuem, com lareira, tapetes fofinhos, camas gigantes. Isso sem contar as festas juninas! Quentão, pipoca, vinho quente, bolo de milho... O outono é poético, até. Os fins de tarde são azuis, as noites são claras e frias, vira e mexe dá para ver uma estrela ou outra.
Por isso, queridos, animem-se! É só botar aquele casacão lindo e pesado, uma echarpe, um par de botas longas e lindas e curtir a vida! Ok, Lello, sem botas pra você! hehe!
Escrito por Luciana M. às 13h29
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Na hora mais escura
De estrelas, de poeira de estrelas são feitos meus cabelos E o brilho dos meus olhos, não se engane: só existe porque existem lágrimas É como um rio, feito de pequenas gotas E este coração que aqui bate, inconformado É feito da mesma carne que a sua E dos mesmos átomos E tem a mesma capacidade de se ferir Não posso mais, mas vou O segundo passo está dado: estou em dois lugares ao mesmo tempo E na hora mais escura Talvez decidirei de que lado ficar Ou se devo partir e morrer Bem longe daqui.
Escrito por Luciana M. às 19h28
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Ah, sim, eu estou tão cansada
"Ando tão à flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar Ando tão à flor da pele que teu olhar pela janela me faz morrer Ando tão à flor da pele que meu desejo se confunde com a vontade de não ser Ando tão à flor da pele que a minha pele tem o fogo do juízo final Um barco sem porto sem rumo, sem vela Cavalo sem cela Um bicho solto Um cão sem dono Um menino bandido Às vezes me preservo, outras suicido Às vezes me preservo, noutras suicido (...)"
(Zeca Baleiro)
Escrito por Luciana M. às 14h37
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"Ma sono lacrime mentre piove..."
Escrito por Luciana M. às 20h38
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